sexta-feira, 24 de março de 2006

os poemas saem-me das mãos



aqui contra o tempo a caspa dos ombros que fica presa aos fios do meu casaco

sacudo-me em vão e o verão ainda não começou mais parece neve

partiram-se-me as horas as hortas os ponteiros os tomateiros

rasgo a terra pesada

rasgada a terra salivo-me para mostrar o que sinto por dentro

só eu ouvi!

2 comentários:

karmatoon disse...

Já disse uma vez, volto aqui a dizer: boa foto.

Anónimo disse...

estás louco rapaz. Que raio de escrita é essa? O tempo da escrita automática - pseudo surrialista - já acabou à muito. Acho bem que fales do que te vai na alma, mas fá-lo de forma coerente.
Basta de ideias individuais que dão muito mais proveito a quem as cria do que a quem as vê.